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B Type Natriuretic Peptide (BNP)
14 de agosto de 2015

Uso: diagnóstico, prognóstico e na avaliação da resposta ao tratamento da insuficiência cardíaca congestiva (ICC).

Principais peptídeos natriuréticos: Peptídeo natriurético atrial (ANP), produzido no átrio; Peptídeo natriurético cerebral (BNP), produzido no ventrículo cardíaco e peptídeo natriurético do tipo C (CNP) , sintetizado no endotélio vascular. Os dois primeiros, cardíacos específicos, devido suas propriedades diuréticas e natriuréticas e como antagonistas do sistema renina-angiotensina-aldosterona, influenciam o equilíbrio de eletrólitos e fluídos no organismo.

O BNP é um hormônio com 32 aminoácidos detectados no soro ou plasma e os seus valores (níveis) aumentam em relação direta com a expansão de volume e a sobrecarga de pressão nos ventrículos cardíacos, mecanismo este que explica sua utilidade no diagnóstico, prognóstico e avaliação da resposta ao tratamento ICC.

A DOSAGEM
Existem duas (2) metodologias com registro no Ministério da Saúde (Brasil):

A primeira, uma dosagem rápida que mede diretamente no sangue total do paciente, usando uma tecnologia de imunoensaio miniaturizada. A segunda, um imunoensaio de eletroquimioluminescência, utilizando os analisadores Elecsys ou E170 da Roche (técnica usada no Lab. Alvaro).

Os valores de referência variam em função da faixa etária , sexo e a técnica usada. O ponto de corte usualmente descrito na literatura (relativo ao teste rápido realizado no sangue total) é de 100,0 pg/mL. Os valores de referência para o teste com eletroquimioluminescência são um pouco maiores e já determinados por faixa etária. O proBNP, dosado por eletroquioluminescência, é composto de 108 aminoácidos . Os anticorpos policlonais usados nesta técnica detectam epítopos existentes na parte N- terminal(1-76) do proBNP (1-108).

Discussão e conclusões de 4 estudos publicados(1,2,3,4)

1. Numa população de doentes hipertensos selecionada na comunidade, verificou-se que os níveis plasmáticos do BNP :

    a) Eram significativamente maiores que no grupo controle;
    b) Se correlacionavam com o índice de massa do ventrículo esquerdo;
    c) Se encontravam mais elevados nos hipertensos com padrão de enchimento diastólico anormais.

2. Em doentes com suspeita clínica de IC , observou-se que a acuidade do BNP para o seu diagnóstico era de 92%. O seu desempenho na detecção de disfunção sistólica do ventrículo esquerdo, avaliado da mesma forma, foi de 78%. Para a identificação de doentes com IC diastólica (após exclusão dos doentes disfunção sistólica) verificou-se uma acuidade de 89%. Estes resultados sugerem que, em populações com sintomas discretos a moderados o BNP poderá ser um adjuvante no diagnóstico desta síndrome e que poderá ter um papel no diagnóstico positivo de IC diastólica isolada.

3. Em sobreviventes a enfarte agudo do miocárdio, observou-se que os níveis de BNP se relacionavam com índices estruturais (índice de massa do ventrículo esquerdo) e funcionais. Os doentes com disfunção sistólica do ventrículo esquerdo apresentavam níveis de BNP superiores aos dos que possuíam alterações do perfil de enchimento ventricular e estes, níveis superiores aos dos doentes sem qualquer alteração funcional. Foi excelente o desempenho do BNP na identificação de doentes sobreviventes a enfarte agudo do miocárdio com elevado risco de morte ou desenvolvimento de IC. Todos aqueles que faleceram tinham níveis de BNP superior a 380,5 pg/mL, isto é, o BNP teve um valor preditivo negativo de 100%. A acuidade do BNP para identificação dos doentes em risco de IC foi de 90%, o que significa que o teste poderá ter elevado interesse clínico. Estes resultados permitem concluir que os níveis de BNP identificam um grupo de doentes com prognóstico reservado, independentemente do valor da função sistólica, sendo, portanto um grupo que deverá ser alvo de especial atenção.

4. Em doentes estáveis com IC ligeira a moderada, os níveis de BNP são uma das variáveis com importância prognóstica independente. Observou-se que entre variáveis clínicas, de função ventricular, de capacidade funcional e metabólicas ou neuro-humorais, o BNP era, após a distância percorrida em 6 minutos, a variável que mais se relacionou com o prognóstico. O autor conclui, finalmente, que a repercussão no prognóstico dos níveis de BNP e a possibilidade da sua manipulação terapêutica são uma das promessas para a individualização da terapêutica da IC no futuro.

5. Segundo Maisel, o BNP é um excelente marcador hormonal da função ventricular diastólica e sistólica, auxiliando no diagnóstico da ICC, inclusive nos estágios assintomáticos ou oligossintomáticos dessa síndrome clínica tão prevalente, principalmente na população idosa.

Na avaliação do prognóstico do paciente, quanto a gravidade e a progressão da doença:

Na avaliação da eficácia do tratamento, alguns estudos têm demonstrado que pode tornar-se um marcador para ajuste da terapia e acompanhamento da resposta terapêutica em pacientes com ICC, tanto quando internados para compensação, como quando em acompanhamento ambulatorial.

Fonte: Informe científico Álvaro

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